Após 3 meses, vereadores voltam ao SESP e encontram tudo do mesmo jeito

Após a primeira visita
dos vereadores Léo Cavalcante (PTB), Jardson Rocha (PP), Preto do Raça (PP),
Sandro Marinho (PSD) e Jorge do Bingo (PTdoB) ao hospital SESP em Rosário, no
dia 03 de abril deste ano, a situação continua a mesma em relação à primeira
visita.
Saiba
mais:

Tudo está do mesmo jeito
ou até pior. Salvo a limpeza feita em algumas salas nas dependências do
hospital.
A preocupação com a saúde
ou a falda dela, tem feito vereadores de oposição ao governo municipal ter
assunto em quase todas as sessões da câmara. A situação da saúde no município é
uma das piores do Maranhão. Perde até pra Bacabeira que nem hospital tem,
porém, a saúde vai andando.
Na nova visita ao SESP os
vereadores foram novamente acompanhados pelo diretor do hospital, Chico da
Clínica, que, inclusive, tentou impedir a entrada dos parlamentares em algumas
salas do hospital, principalmente, centro cirúrgico, alegando está lacrado. Na
verdade, nem estava lacrado e nem trancado.
Além de sofrer a falta de
saúde pública de qualidade, o município de Rosário ainda perdeu programas
fundamentais por causa do não funcionamento em algumas áreas. O programa Rede
Cegonha, por exemplo, nunca foi implantado no SESP por que o centro cirúrgico
do hospital não está funcionando. Diante disto, foi implantado na Clínica Nossa
Senhora do Rosário, mas não prosperou.
Fomos informados por
alguns funcionários que não estão sendo realizado exames para diagnósticos de
Tuberculose e Hanseníase no hospital, além de exame de análises clínicas,
rotineiros em qualquer hospital. Disseram ainda, que o serviço de vigilância
epidemiológica está trabalhando de forma totalmente desordenada.
As
novas constatações irregulares detectadas pelos vereadores foram:

Macas sem colchões, colchões rasgados e sujos; Portas danificadas por cupins;
Sujeiras e odor forte de urina humana espalhadas no chão; Fezes de animais
dentro do hospital; Materiais cirúrgicos sujos jogados em uma pia; Falta de
alimento, com despensas e freezer totalmente vazios; Amontoados de materiais e
equipamentos; Remédios vencidos e Pacientes em observação médica em cima de
colchões sem lençol.
Ainda consta nos nossos
arquivos, imagens dos gabinetes odontológicos que ainda estão guardados ao
invés de estarem em uso atendendo o povo.
Sobre a falta de
alimentação, fomos informados que a única comida servida é carne moída em uma
pouca porção para almoçar e jantar, e somente para funcionários.
A visita dos
parlamentares ao hospital deverá render um relatório que será encaminhado ao
MPE.
Enquanto é assinada uma
ordem de serviço milionária para infraestrutura, a saúde vai morrendo aos pouco
na cidade.

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