ROSÁRIO: Vereadores “tomam as dores” dos Agentes da SMTT e guardas Municipais na queda de braço com a prefeitura.

Vereadores na SMTT
A mesma comitiva de
vereadores que estiveram no hospital SESP, na manhã da última quarta-feira
(03), esteve também, na sede da Superintendência Municipal de Trânsito e
Transportes (SMTT) e Guarda Municipal da cidade de Rosário, exercendo o papel constitucional
de verdadeiros fiscalizadores da gestão pública
Fizeram parte da comitiva apenas
os vereadores Léo Cavalcante (PTB), Sandro Marinho (PSD), Jorge do Bingo
(PTdoB), Francimar Oliveira (PP), Agenor Brandão (PV) e Jardson Frazão (PP),
onde foram recebidos pelo senhor Antonio Silva, diretor da SMTT de Rosário e
pelos agentes, que fizeram inúmeras reclamações por melhores condições de
trabalho e o retorno do adicional noturno, que foi cancelado pela prefeita
Irlahi Linhares (PMDB).
Com o fim do prazo de 90
(noventa) dias do decreto de “estado de
emergência
” que prefeitura da cidade decretou para colocar a cidade em
ordem, os vereadores acima descritos iniciaram uma série de visitas itinerante
em setores da administração pública municipal. A priori foi respeitado o pedido
de tempo que a prefeita teria solicitado ao povo e a câmara para colocar a
“casa” em dia. Porém, mesmo depois dos 90 dias nada mudou. Pelo menos nos órgãos
que foram vistoriados pelos vereadores até aqui.
Reunidos com o um grupo de
Agentes de Transito, Guardas municipais e o Diretor da SMTT, os parlamentares
tiveram a preocupação de ouvi-los sobre a situação do órgão, dos agentes e do
transito da cidade que está uma desordem total. O diretor da SMTT explicou que
tem enfrentado muitas dificuldades a frente da pasta, por que constantemente, é
cobrado pela população que reclama do transito, pela prefeita e pelos agentes
por melhores condições de trabalho.
Os agentes por sua vez,
cobraram o retorno do adicional noturno que foi tirado do contracheque sem
nenhuma justificativa da prefeita, já que eles estão escalados para o plantão
noturno. Também reclamam que estão trabalhando sob pressão, sob regime de
ditadura, sem ao menos terem estrutura suficiente para desempenharem suas
funções. Foi constatado pelos vereadores que nem água para beber tem na sede da
SMTT, o que reforça a versão contada dos agentes.
A falta de estrutura é o que
mais tem prejudicado o funcionamento da SMTT, segundo o diretor Antonio Silva.
Ele contou que já havia entregado à prefeita sua carta de demissão, por não
aguenta sofrer pressão sem poder ter meios para resolver os problemas, mas ela
não aceitou. Ele contou aos vereadores que tem feito o possível para tentar
resolver alguns problemas, porém, não tem encontrado apoio, nem mesmo dos
agentes. Ele justificou ainda, que a perda do adicional noturno foi causado
pelos agentes que faltavam em seus plantões noturnos. Segundo os agentes, não houve
motivos para tirar o adicional noturno, o que acontece é que querem cobrar, mas
não querem dar estrutura. Eles contaram aos vereadores que não têm fardamentos
adequados. Inclusive, uma das agentes estava trabalhando de sandálias e outros
de tênis por falta de botas; não possuem cama para repouso; a prefeitura não
disponibiliza alimentação e nem água para beber; não tem talões de multas para
autuações de transito; os semáforos estão queimados e o JARI não está
funcionando.
Diante da problemática a
câmara fará um requerimento na próxima segunda-feira, convocando a prefeita
Irlahi para uma reunião entre o diretor da SMTT, os agentes de transito,
guardas municipais e vereadores para discutirem a situação e resolver o problema
do transito da cidade que está um verdadeiro caos.
O corpo da SMTT elogiou a
postura dos parlamentares em realizar a visita ao órgão, e disse esperar
confiantemente uma resolução para o impasse entre a prefeitura e os agentes.

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