BACABEIRA: 22 anos e nenhum bacabeirense

cesaria_070414A cidade de Bacabeira já vai entrar para o seu 23º aniversário de emancipação política no próximo da 10 de novembro e está encerrando a quinta administração municipal, e mesmo assim ainda não conseguiu ‘parir’ seus próprios filhos.

Essa triste realidade só envergonha os mais de 16 mil habitantes que a cidade tem desde sua fundação como cidade, que aconteceu em novembro de 1994.

Todos os outros lugares que se tornaram cidade na mesma data em que Bacabeira já possuem, há anos, seus respectivos hospitais maternidades. A exemplo de Matões do Norte e Alto Alegre do Maranhão, cidades mais próximas de Bacabeira e que tem a mesma idade. E detalhe: Bacabeira é uma cidade privilegiada, pois tem arrecadação superior a de muitos municípios do Maranhão, mas mesmo assim nunca se importou com esse problema da falta de um hospital maternidade.

Infelizmente, há mais de 20 anos e com três gerações de prefeito da mesma linhagem, as gestantes de Bacabeira ainda não tem o prazer de registrar seus filhos como genuínos bacabeirenses, mas ludovicense, rosariense, santarritense ou morroense, pois sempre nascem em São Luis, Rosário, Santa Rita ou Morros, respectivamente. Além de terem que se submeter a humilhações nas portas das maternidades de outras cidades na hora da dor.

Fora a vergonha, a cidade de Bacabeira ainda perde muito com essa lastimável realidade, pois, na medida em que cresce o número de habitantes, cresce também os recursos destinados pelo governo federal ao município, como FPM e outros.

Apesar de ser a primeira cidade fora da Ilha de São Luis, Bacabeira está muito atrás das demais cidades de sua idade, que ficam a centenas de quilômetros da capital. Mesmo assim, as gestantes desses municípios têm o privilégio de dar a luz a seus filhos em sua própria casa.

O negócio é que já se passaram três prefeitos: Reinaldo Calvet, José Venâncio e agora Alan Linhares; e os três não conseguiram sanar esse tão grave problema. E se serve de consolo, nem vão…

Das duas, uma: Ou não esse governo não tem interesse em ajudar a cidade, ou não quer ter responsabilidade com hospital maternidade.

E enquanto isso quem sofre são as mamães, os bebês e toda a família.

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