Flávio Dino é denunciado por suposta “farra das passagens”

723_flavioO jornal Correio Braziliense trouxe na edição desta sexta-feira (4), a informação de que o governador Flávio Dino (PCdoB) foi denunciado por suposto indevido de passagens aéreas no período em que foi deputado federal. A Procuradoria Regional da República na 1ª Região (PRR-1) pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região que seja feito “o exame das condutas” de cerca de 100 deputados federais e mais quatro governadores que foram parlamentares durante o período da chamada “farra das passagens”. O Ministério Público pede que o caso dos governadores, todos ex-parlamentares, seja remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque lá é o foro apropriado.

A denúncia envolve nomes importantes, como o do secretário do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, o do ex-ministro Antônio Palocci, preso em Curitiba; o do ex-governador Agnelo Queiroz (PT), o do ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, o prefeito reeleito de Salvador (BA), ACM Neto (DEM) e do pré-candidato do PDT à presidência da República em 2018, Ciro Gomes.

De acordo com o documento, os governadores são Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Flávio Dino (PCdoB-MA), Jackson Barreto (PMDB-SE) e Sueli Campos (PP-RR). Os conselheiros de contas são Mário Negromonte (BA) e Waldir Barbosa (MS). Todos foram deputados no período investigado pelo Ministério Público.

A assessoria de Rollemberg disse que ele “considera legítima e saudável toda investigação de possíveis casos de uso indevido de dinheiro público”. “Durante todo o período de exercício do cargo de deputado federal, usou as cotas de passagem exclusivamente em atividades parlamentares”, afirmou em nota. Segundo os auxiliares do ex-parlamentar, ele foi ao exterior em dezembro de 2007, mas a trabalho. O evento era a Conferência Parlamentar Internacional sobre Mudanças Climáticas, no Parlamento Britânico, em Londres. “Rollemberg representou o Congresso Brasileiro e foi palestrante no encontro internacional. Em nenhum momento foram expedidas passagens para familiares.”

O ex-governado do Distrito Federal Agnelo Queiroz disse ao jornal que estava em reunião e não poderia prestar esclarecimentos naquele momento.

O governador Flávio Dino disse que usou sua cota de passagens “exclusivamente em atividades políticas e parlamentares”, incluindo o uso de terceiros. Mário Negromonte e Waldir Barbosa não foram localizados.

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