REFORMA POLÍTICA – Fim da reeleição pode deixar Flávio Dino de ‘calça curta’

dinoSão fortes os indícios de que o Congresso Nacional vai mesmo aprovar a PEC da reforma política que pretende acabar com o direito de reeleição para detentores de cargos executivos, como presidente, governador e prefeito. O Senador Aécio Neves (PSDB) tem dado prioridade neste sentido, a fim de que o projeto de seu partido seja posto em prática sem a ameaça de uma candidatura do PMDB, de Michel Temer.

Pensando nisso, o Blog Jefferson Calvet fez uma breve análise sobre como o governador pode ser surpreendido por não ter um nome para substituí-lo, caso a Proposta de Emenda à Constituição seja aprovada.

Caso isso ocorra de fato e seja válido já para as próximas eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ser pego de ‘calça curta’, pois não há, em seu grupo político, um nome preparado que possa disputar o cargo de governador do estado no lugar do comunista, embora ainda falte quase dois anos para as eleições.

cats

Hilton e Luis Fernando: Os nomes mais forte do grupo Dino

No grupo do comunista figuram apenas dois nomes com bagagem política que pode ser encaixado neste aspecto político a nível estadual: Os prefeitos eleitos de São José de Ribamar e de Santa Rita, Luís Fernando Silva (PSDB) e Hilton Gonçalo (PCdoB), respectivamente.

O difícil é o governador ceder o espaço do governo para um dos dois.

Senão vejamos:

O primeiro problema é que Luís Fernando pertence ao PSDB, partido do presidenciável Aécio Neves, e Flávio Dino defende uma candidatura do ex-presidente Lula (PT), onde pretende se encaixar na vice. Caso Lula não seja candidato, pois é investigado na Operação Lava Jato, o nome mais forte para o posto é o de Ciro Gomes (PDT), também aliado de Flávio Dino.

Já Hilton Gonçalo é do PCdoB, e até aí não há problema algum. No entanto, Hilton sempre tomou postura independente na política, e esse fator poderá dificultar uma eventual indicação de Dino para ser seu substituto no governo, embora Hilton Gonçalo esteja correndo ‘por fora’, independentemente do apoio do governo ou não.

Fora Luís Fernando e Hilton Gonçalo – que terão mandatos em suas cidades até 2020 – Flávio Dino não tem nenhum outro nome no grupo a altura que possa vencer a eleição de 2018. Nem mesmo na Assembléia Legislativa.

Oposição

Outros nomes que também tem se movimentado para disputar o governo do Maranhão em 2018 é o senador Roberto Rocha – que pode trocar o PSB pelo PSDB – e a ex-prefeita Maura Jorge (PTN), que já deu ‘as caras’ pelo estado levando sua mensagem de mudança. Além do PMDB, que tenta incentivar a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney.

A PEC está em sua fase final de votação no congresso. Se aprovada em definitivo, Flávio Dino terá grandes problemas para manter o comando do estado, principalmente se mexer errado nas peças.

É esperar pra ver…

Deixe uma resposta