Seis meses após morte do jovem Weslly, outro assassinato e nenhuma solução

Audiência pública com a SSP que deveria acontecer em janeiro, foi cancelada misteriosamente; Até hoje a população de Bacabeira espera por respostas das autoridades.

6fc8061d-3416-466f-87d2-a3743ca68efeA exatamente seis meses depois da execução do jovem Weslly Torres, morto por bandidos no dia 23 de dezembro de 2015 quando saia da igreja em que frequentava, outro homicídio foi registrado na cidade de Bacabeira com características bem parecidas.

Na noite do último sábado, 25, o empresário Reginaldo Sousa Carvalho, de 55 nos, também perdeu a vida de forma trágica. Ele foi surpreendido por bandidos que estavam em uma motocicleta e chegaram atirando contra a vítima sem que, ao menos, tivesse chance de defesa.

Mas o que os dois homicídios têm em comum, como sugere a matéria?

É simples: As duas vítimas eram pessoas de bem, trabalhadoras e foram mortos por motivo fútil, sem chance de defesa e, provavelmente, o crime não haverá uma sem solução.

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Até hoje, após seis meses da morte do jovem Weslly, os autores do homicídio continuam soltos e a população ainda aguarda por uma resposta das autoridades. No caso do empresário, os bandidos empreenderam fuga sem sequer serem identificados.

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Weslly Torres


Em dezembro, dias depois do ocorrido com o jovem Weslly, a população foi às ruas e chegou a fazer uma manifestação na porta da prefeitura de Bacabeira pedindo segurança pública para a cidade. O prefeito Alan Linhares (PCdoB) se prontificou a mediar as conversas com o governo do estado no sentido que as reivindicações da comunidade fossem atendidas. Porém, até hoje nada aconteceu.

Até uma audiência pública com o secretário Jefferson Portela, marcada para acontecer no dia 22 de janeiro foi misteriosamente cancelada. A secretaria se prontificou em remarcar nova data, mas acabou caindo no esquecimento eterno.

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Reginaldo Carvalho

Nesse meio termo, uma comissão formada por populares, lideranças políticas, vereadores e prefeito esteve na secretaria de estado de segurança pública para uma audiência com o secretário. Lá, na presença de todos, Jefferson Portela prometeu que iria realizar uma operação policial que abalaria a cidade de Bacabeira, além de enviar uma viatura policial e aumentar o contingente das policias civil e militar, a fim de que desse um suporte maior na segurança pública do município.

Se veio, tá invisível!

E para completar a dose, a polícia civil da cidade de Bacabeira nem viatura tem. Ontem, 25, o investigador Márcio teve que atender a ocorrência do assassinato do empresário Reginaldo em seu carro particular.

Será que o negócio tá bom, ou querem mais?

Até hoje a população se pergunta: ‘Será que fizemos uma manifestação em vão?’ Acredito que não. O que se percebe é uma má vontade em atender as necessidades básicas da população, pois segurança pública, assim como saúde e educação, faz parte das necessidades básicas essenciais de um município.

Enquanto isso, pessoas de bem estão a mercê da bandidagem, sendo assaltadas todos os dias. E pior, perdendo a vida de maneira triste.

A pergunta que não quer calar é: Quantos ainda terão que morrer para que percebam que a cidade de Bacabeira precisa de segurança pública urgente?

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