SENADO: Renan quer votar reforma política em novembro

size_810_16_9_renan-calheirosO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (4) que a Casa vai começar a votar a primeira etapa de uma nova proposta de reforma política em 8 de novembro.

Nesta tarde – apenas dois dias depois do primeiro turno das eleições municipais –, líderes das bancadas do Senado e da Câmara se reunir no gabinete de Renan para definir prioridades para alterar as regras políticas e eleitorais do país.

Na votação do último domingo (2), foi alto o número de abstenções, votos em branco e votos nulos, que foi interpretado pelo próprio presidente da República, Michel Temer, como uma “mensagem à classe política” para que ela reformule “costumes inadequados”.

Renan e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltarão a se reunir nesta quarta-feira com os líderes partidários das duas casas legislativas para identificar pontos das diversas propostas de reforma política em tramitação no Legislativo que são consensuais entre deputados e senadores para priorizá-los. O objetivo da reunião é evitar que propostas aprovadas por uma casa sejam derrubadas pela outra.

“Depois da sinalização da sociedade, nós não temos como não fazer uma reforma política profunda, que mude verdadeiramente o sistema político e eleitoral, sob pena de a política se desgastar cada vez mais. A ideia é votarmos a primeira etapa da reforma – o fim da coligação proporcional e a cláusula de barreira – e combinarmos a partir de amanhã as outras medidas que serão votadas”, afirmou o peemedebista.

Na pauta do Senado, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria dos senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Aécio Neves (PSDB-MG), que prevê o fim das coligações proporcionais para eleições na Câmara dos Deputados e a criação de cláusulas de desempenho para que partidos políticos tenham funcionamento parlamentar no Congresso.

Para o senador Agripino Maia (DEM-RN), a reunião desta quarta é importante para medir a “disposição” dos parlamentares em aprovar mudanças no sistema político-eleitoral.

“Não adianta você aprovar uma reforma política no Senado e não haver disposição de deputados para discutir a proposta. Por exemplo, o fim das coligações proporcionais dificilmente será aprovado na Câmara”, ressaltou Agripino Maia.

 

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